Zed’s dead baby Zed’s dead
junho 18, 2010
“Morreu o Saramago”, me ligou um amigo… Fiquei triste com a notícia, evidentemente, mas confortada pelo telefonema, pois de certa forma me senti próxima ao escritor, sendo “comunicada” sobre sua morte. Estou com aquela sensação que seus livros sempre causam em mim: a de ficar de mãos vazias quando chego na última frase. Só que agora com muito mais pesar.
Já perdi a conta das vezes reli a última página de O Evangelho segundo Jesus Cristo. Já parei muitos momentos o que estava fazendo para pensar sobre a genialidade de O ensaio sobre a cegueira. Já ponderei sobre a controversa “Morte” e recomendei (inclusive aqui) o Intermitências da Morte, e quando relembro essa leitura, volta sempre a sensação de impacto.
Enfim, já ganhei muito tempo nesta minha vida com esse lusitano-inusitado José Saramago, que fez sua obra “como quem pinta uma capela sistina para a eternidade”
Obs.: Fernando Meirelles teve a capacidade de reescrever nas telas do cinema O ensaio sobre a cegueira. Essa é a prova de que realmente pode ser imortal uma boa ideia.
SALE – O Evangelho segundo J.C.
março 2, 2010
Caso alguém implique com a SARAIVA, mais opções:
SICILIANO – 20,90
FNAC – 21,90
Mocoronga branca vai pro Rio…
março 1, 2010
Lá, quero abraçar a minha colega de trabalho por contingência e minha irmã por escolha. Lá, sei que vou ouvir as melhores palavras em meio aos piores palavrões, os mais alegres conselhos, que começam sempre assim “mocoronga, ocê..”. Lá, quero sentar ao seu lado direito, onde eu me sinto melhor e falar, falar (até parece) e ouvir, ouvir, ouvir (e rir muito). Lá, posso contar das pequenas mudanças – mesmo que sejam elas grandes revoluções, porque sei que ela sabe que nada mudou em mim.
Lá, se eu quiser, direi que tenho raiva e não apenas decepção e blá blá blá, dando trégua ao meu tribunal interno.
Lá, tem a Lapa, tem o Cristo, tem a praia e o escambal para ser chamado de maravilhoso. Lá, tem um milhão de motivos para ser feliz. Mas eu só quero a minha amiga me dizendo “porque ocê não morre, diabo branco?” e me convencendo de que se está difícil sonhar, sempre é possível um presságio.
Eu quero a minha amiga repetindo“porque ocê não tem um ataque fulminante?”
PS.: Lá, eu sei que vou encontrar alguém que me junte do chão da Duque de Caxias.
Agora sim, de que mais precisa o meu pai?
fevereiro 28, 2010
De que mais precisa o meu pai?
fevereiro 28, 2010
Pra você, Maurício.
fevereiro 25, 2010
Ouve só a musiquinha bonitinha! Não esqueci do teu aniversário, estava procurando uma trilha para te desejar o melhor de tudo, porque esse nosso band of brothers não é de brincadeira! Beijos.
now the jingle hop has begun
fevereiro 20, 2010
again
fevereiro 20, 2010
maestro
dezembro 9, 2009
eu vou ter que passar minha vida cantando uma só canção eu vou ter que aprender a viver sozinho na solidão eu vou ter que lembrar tantas vezes o riso dos olhos seus eu vou ter que passar minha vida tentando esquecer este adeus eu vou ter que esquecer seu sorriso e o pranto dos olhos meus eu vou ter que esquecer seu olhar na hora do adeus eu vou ter que esquecer minha vida só você não percebe porque eu vou ter que passar minha vida esquecendo você
Ma che lingua parla?
dezembro 7, 2009
Vinicius, o filme.
É essencial ter esse documentário ao alcance das mãos para rever sempre o poetinha.
Atores representam suas poesias, amigos contam suas vivências e os filhos revivem suas histórias. Tudo com muita honestidade, mostrando o devasso, o bom coração e o gênio da poesia.
É de se emocionar com o choro contido de Edu Lobos e a risada sincera e saudosa de Chico Buarque. É de tolerar as chatices de Caetano e Gil pela reverência concedida. É de entender a pureza de Antônio Cândido e sua mão ainda estendida para a amizade. É de querer ser Toquinho pela cumplicidade, Baden pela sintonia musical, Ferreira Gullar pela leitura simples que faz do poeta.
Mas, por puro egocentrismo, o que mais gosto desse filme é o que ele provoca em mim – um desconcerto profundo, pela forma que me atinge, pelo que me faz sentir, pela lembrança guardada e próxima de felicidade – indizível como Venezia e todas as coisas que existem para a eternidade.
Revendo o poetinha eu revivo tudo isso. Vinicius, grazie, saravá.







