palavras, palavras, paralavras.
Junho 7, 2009
Lavras tem o cheiro de lenha queimando, a sensação de água congelando e o som de um silêncio que se espalha pelo vento. Lavras tem os meus avós, os nossos acampamentos, os jogos de família dentro d’água. Lavras é o fim do mundo. Mas alto lá, não vá concordar! Lavras tem a chave da minha infância, e pelo que lembro, passei embaixo de um butiazeiro ou em cima de uma árvore. Lavras tem os meus irmãos pequenos, meus primos criados como irmãos, tem o “entra e sai” na minha casa. Lavras é o fim do mundo. Mas alto lá, não ouse concordar! Lavras tem “lá fora”, tem carreira de cavalo proibida no meio da estrada com a Baia Grande. Lavras tem uma menina cheia de terra, cheia de tinta e de machucados. Lavras tem uma menina com uma bola na mão, sempre. Lavras tem a riqueza das descobertas plenas e verdadeiras. Lavras não tem nada de fim. Lavras é o começo do meu mundo!
COMO EU FIQUEI FELIZ DE ENCONTRAR ESTA SURPRESA (ABAIXO) EM UM BLOG DE UMA GRANDE AMIGA.
8de junho
Palavras, palavras, PLÁGIOS
Santo Antônio do Leite (Lavras) tem o cheiro de lenha queimando, a sensação de água congelando e o som de um silêncio que se espalha pelo vento. Santo Antônio do Leite (Lavras) tem os meus avós, que não conheci, mas que estão lá, (os nossos acampamentos) as nossas festas santas, (os jogos de família dentro d’água) as trilhas no mato. Santo Antônio do Leite (Lavras) é o fim do mundo. Mas alto lá, não vá concordar! Santo Antônio do Leite (Lavras) tem a chave da minha infância, e pelo que lembro, passei embaixo de uma jabuticabeira (butiazeiro) ou em cima de uma árvore. Santo Antônio do Leite (Lavras) tem os meus irmãos pequenos, meus primos criados como irmãos, tem o “entra e sai” na minha casa. Santo Antônio do Leite (Lavras) é o fim do mundo. Mas alto lá, não ouse concordar! Santo Antônio do Leite (Lavras) tem “lá fora”, mata-burro e céu estrelado (carreira de cavalo proibida no meio da estrada com a Baia Grande). Santo Antônio do Leite (Lavras) tem uma menina cheia de terra, cheia de tinta e de machucados. Santo Antônio do Leite (Lavras) tem uma menina com uma bola na mão, sempre. Santo Antônio do Leite (Lavras) tem a riqueza das descobertas plenas e verdadeiras. Santo Antônio do Leite (Lavras) não tem nada de fim. Santo Antônio do Leite (Lavras) é o começo do meu mundo!
Cristiane Calazans (Mariana Abascal)
P.S. Meu primeiro plágio. Como eu queria ter escrito este texto.
adorei dinda! Lavras é incrível mesmo, pequena pra quem vê, gigante pra quem ama…haha
beijo!
lavras tem tu bebezinho com 20 dias no meu colo!!!! inesquecível!!!!
Faltou tu mencionar teus lindos óculos da infância, mas alto lá! Não vai concordar.bj
aaaaaaaaaaaahahahahahahahahahahaha adorei. mas vou ter que concordar.
lavras tem uma menina metida de óculos.
faltou mencionar tanta coisa, que nem caberia… bjo.
joelheiras???
hahahahahahahahaha ok ok
lavras tem uma menina que está sempre de joelheiras.
lavras tem uma menina que fica furiosa quando o pai dela diz que ela dorme de joelheiras.
mas afinal??? quem é você??? sei que me conhece e que não se chama jovecino…
Não conheço tanto assim, mas gostaria.
que folgado, hein???
Você está para Lavras assim como eu para o Leite. Lindo o texto, diabo. Esse vai parar no meu blog.
obrigada, mocoronga preta de santo antônio do leite das minas gerais!!! love you so much!!!!
plágio nada!!!! escrevemos juntas… tens alguma dúvida disso???
processa!
simmmmm. vou processar a mocoronga preta!!!! e com o dinheiro que ganharei irei para o rio de janeiro gastar tudo! (aliás, vou para a casa dela!)
Eu confesso!!!! Roubei este texto maravilhoso.
bom… se temos a confissão… causa ganha!!!!!!
Mariana, perfeito o texto!
Por alguns segundos fechei os olhos e fui parar na Lavra!!!
Que saudade!!!
Beijão
lindinha!!!! que bom te ver aqui… adorei compartilhar esse texto contigo, porque sei do carinho que tens pela terrinha… beijos e venha sempre aqui!!!!
Cara Mariana, bom dia.
És a Mariana Abascal de Santa Maria?
Cursavas publicidade na federal em 2000?
bom dia! sim, sou eu mesma. meu deus.. 2000? faz tanto tempo assim??? haha
… cabanas no meio do mato, com almoço e tudo…. pulseiras, roupas de boneca, bar do colégio, sanduíche na praia, salada de frutas, tortas de morango, eu perdendo a carteira com todo o meu faturamento…tristeza….muitas caminhadas vendendo rifas e nas festas juninas, lembra como juntávamos notas de 1 real naquele baú preto?..lembra da Dinda nos salvando na saída do colégio…hahahahaha…. educação física, com direito a uma paradinha no freitas para um chocolate na conta… outra no Laerte para o reforço do lanche…depois ensaios no CTG, ballet, piano, datilografia a até “escaleta” na banda do colégio….tudo muito bom…dia a dia intenso de simplicidade que só uma cidade com cara de fim de mundo tem…. beijo e saudades…..
querida prima, obrigada por essa lista de lembranças maravilhosas.. dia a dia intenso de simplicidade é a definição perfeita.
beijo e muitas saudades…
“pasta de papel de carta”
Oi Mariana! Descobri a pouco teu blog…estou gostando muito. Não costumo comentar pois acabo ficando pouco tempo no PC, mas confesso que esse texto me tocou de uma forma especial….
Não tem como deixar de voltar no tempo no decorrer da leitura…a nossa Lavrinha é mesmo emocionante, a ponto de cativar até mesmo nossas pequenas que estão tão distantes daquele nosso “dia a dia intenso de simplicidade”.Bom recordar, bom sentir de novo, bom fazer perpetuar…ainda que de longe.
Saudade de vcs
lu querida!!!! adorei te encontrar aqui. saiba que essas tuas palavras também me emocionam…
nossas pequenas, apesar de estarem longe, são encantadas como se lá também tivessem raízes…
Na verdade elas tem, são as nossas que se perpetuam… beijos e venha sempre aqui!
(adoro os comentários).
Recebi um simpático msm esta semana.
Tudo bem em casa?
msm?????
me dê a mão, me abraça, viaja comigo pro céu… sou gaviões.. hhahahah
ahahaha, imaginei que vc tinha ficado triste…
torci para aquela pessoa acima do peso anti-atleta… mas que deixou índio sem tribo hahahahahahaha
Tu adora os comentários??? Nem tinha percebido.hauhauhuahuahuhahu
hahaahahaha eu inclusive comento os comentários… mania de dar a última palavra né???
Cara Mariana, boa tarde.
Te escrevi em 11.06.09.
Em 2000 vi sua foto em uma revista de circulação nacional. Não me recordo exatamente do teor da matéria, apenas das informações disponíveis sobre ti. Publicidade, Santa Maria e teu nome. Na verdade, tua imagem foi o que mais me chamou atenção. Lembro-me que você andava durante a foto e principalmente de teu rosto. Me perdoe sinceramente pela gratuidade e estranheza mas, naquele platonismo juvenil dos meus 23 anos, ampliei a foto até perder a definição e escrevi sobre ela o que ganhei de presente de minha imaginação. Depois de uma tarde inteira de impressões e alguns king sizes deu-se a mágica com a singela participação de Baker, Gainsbourg e Guajiro Mirabal em meus ouvidos. Preciso antes explicar como cheguei ao seu blog. Dias antes de te escrever, isto é, de resolver procurar pela web com as poucas referências que tinha alguma coisa sobre ti, estive com um amigo do Rio Grande no aniversário de minha irmã. Ele nos apresentou um outro amigo também daí e quando durante a conversa ele soltou o sobrenome de imediato acendeu-se a lembrança dos pensamentos que dediquei por alguns meses de 2000 e 2001. De início silêncio. Depois exercício mental e por fim auxílio da tecnologia. Disponho deste texto ainda pois até 2006 escrevi muita coisa sobre diversos assuntos a ponto de organizar e transformar em livro. Me desculpe mais uma vez pelo despropósito do comentário e pela minha irrefreável vontade de lhe participar destes pensamentos mas o texto segue abaixo principalmente pela honestidade dos sentimentos dele. Ele data de dezembro de 2000. O original infelizmente não possuo mais. Parabéns pelo blog e pela beleza de espírito dele. Forte abraço.
“Sempre se morre um pouco com certas visões e sempre se tratam de mortes boas e brancas, lindas como tu bico de luz, minha ponta de lança, talvez um pouco de torpeza na comunicação, talvez um pouco de imagens embaçadas, mas quero crer bico de luz que tu a tudo entendes em meu fundo, em todo o fundo brilhante espírito, que tu de lá do alto da escada da noite inusitada me falava sins, vários e coloridos sins, porque te dei de presente com a honestidade exuberante de uma sinfonia a novidade de minhas palavras de refúgio, te dei de presente o futuro cheio de formas silenciosamente perfeitas como os carinhos que te fiz em pensamentos, pensamentos intermináveis mas cheios, leves e discretos convites aos palacetes da lua, a grandeza luminosa das possibilidades de te pulverizar talvez e por enquanto talvez um mal entendido, talvez muitas fortes certezas em poucos segundos porque sempre sou fadado à estranheza devido ao corte epistemológico, enfurecido e cerebral que forçosamente aprendi a talhar, talvez um idioma que tu ainda não vistes e tão pouco entendes, mas confio em ti, confio imediatamente como um filhote à mãe, é só sentir sentinela, sinta-o, perceba-me por qualquer órgão seu, experimente-me, sensibilize-se, ouça-me distintamente, pressinta-me, compreenda-me, aprecie-me, aflija-se, penalize-se, ofenda-se, sofra, alegre-se, tente me conhecer por certos indícios, estranhe-se, leve-me a mal físico ou moralmente, julgue-me, confunda-se, tenha consciência de nosso estado próprio de jovens saudáveis e esperançosos e reconheça-se nele, imagine-me nele, opine, sinta sentinela, sinta e sintamos juntos, bico de luz, sintamos porque este é o trívio de nossas vidas e decreto pelo poder da ponta da lança e em nome de todos os filhos míopes do mundo que sei exatamente tudo sobre isto que falo, como sei de minhas centenas de milhares de boas sementes, como sei de tua terra, de teu solo rico e sobre o infinito e o externo e o durável que foi aquela hora em que lhe vi, sinta sentinela porque minha tinta não acaba, este é meu tijolo misterioso e gigante, um tijolo substancial do horror às máscaras, daí a dicotomia do mistério, do segredo revelado e do não revelado, da facilidade do refúgio dos papéis e pensamentos e dos medos assombrosos da exposição e da incompreensão, mas sim, é claro que do alto da escada da noite inusitada tu me dizias sins, vários coloridos sins, aí a paz volta no carrossel das chances, no tambor intenso de nossas sinceridades como assassina da tristeza, eu senti sentinela, juro que senti, pelo teu odor e pelas ágeis incursões que fizestes dentro dos meus olhos que o arrepio era doce como o trotar de um exército aliado, que podíamos ser muito mais lindos do que somos, porque a luz nasce naturalmente, originalmente, que poderíamos ser gigantes como Cristo, dignos como os índios, inabaláveis como a morte, louváveis pela leveza dos ossos dos pássaros, sorridentes e incansáveis como as crianças que nos acompanham, sim, porque temos o fôlego dos trovões e a vontade nas mãos; eu sei que sou feito de associações e de emoção e sei que teus cabelos cheios e de um limo impressionante ficaram comigo, tuas lupas, tuas feridas, tudo isto eu fiz questão de levar para o meu sono, fiz questão de que ficassem junto a mim, ao alcance de minhas mãos e boca para te lembrar quando fosse preciso, para te visitar nos teus sonhos quando necessário sem nunca te causar danos, pois isto eu nunca faria, só te velaria como um pai e te daria alimentos pelos olhos e ouvidos e nunca mais serias a mesma pessoa meu bico de luz, só voaríamos para as mais lindas nações onde dissertaríamos sobre a importância de nossas almas, sobre os nossos longos enlaces e sobre o poderio bélico de nossas peles… Certamente é isto, certamente seja isto, o que pensas disto? Não ouvistes nada.”
Danilo,
muito bonito o texto levando também em consideração a tua pouca idade na época.
Obrigada por dizer que o blog tem beleza de espírito. Um abraço.
Mariana
..nosso Band of Brothers é tão aberto quanto uma maçonaria e tão receptivo quanto o Iraque.
Maurício primo lindo!!! Te acalma, guri…haha leia de novo…
Em primeiro lugar, abaixo a censura, quero a ótima mensagem do Maurício de volta!
**
Aproveito para dizer que nosso Band of Brothers se estende, pelo menos, até São Paulo.
aiiiii adoro esse Band of Brothers…
“From this day to the ending of the world, but we in it shall be remember’d; We few, we happy few, we Band of Brothers; For he today that sheds his blood with me shall be my brother.”
Henry V
W.S
De Shakespeare para Henrique V, daí para Stephen E. Ambrose,que inspirou a Tom Hanks e Steven Spielberg e na sequência para o eixo RS/SP.
Que globalização!!!hauhuahuhauhuah
olha alexandre!!! que lindinho…
Mariana.
P.S- É com pesar que comunico ao Alexandre, à Bárbara, à minha querida sensora e aos demais leitores que ansiosos ou não aguardavam pela reelaboração deste comentário que devido à cobrança altíssima e também pela ausência da IRA presente na elaboração do texto original, este constitui-se efetivamente em uma mera réplica (de baixo quilate), que certamente aportará aquém de . Obrigado!
hahahah eu quero o verdadeiro por email…
completando: aquém de vossos anseios.
ninguém vai entender nada hahahaha
DIP
Consegui botar uma foto em meus comentários!!!!!!