Treinta

julho 23, 2008

 

 

Trecho do filme Efectos Secundarios (México – 2006). Um bom filme para qualquer hora, mas ótimo para terça à noite ou domingo à tardinha.

 

“En el fondo, no hay nada que hacer. Siempre tendrás dieciocho, porque eres joven sólo una vez, pero inmaduro para siempre. No hay instrucciones para cumplir treinta. Pero si las hubiera, serían estas:

Haz una lista de todo lo que no te gusta de ti y luego tírala. Eres el que eres. Y después de todo, no es tan malo como te imaginas un domingo de cruda. Tira el equipaje de sobra. El viaje es largo, cargar no te deja mirar hacia delante. Y además jode la espalda. No sigas modas. En diez años te vas a morir de vergüenza de haberte puesto eso, de todas maneras. Besa a tantos como puedas. Deja que te rompan el corazón. Enamórate, Date en la madre, y vuelve a levantarte. Quizás hay un amor verdadero. Quizás no. Pero mientras lo encuentras, lo bailado ni quién te lo quita. Come frutas y verduras. Neta, vete acostumbrando a que no vas a poder tragar garnachas toda la vida. Equivócate. Cambia. Intenta. Falla. Reinvéntate. Manda todo al carajo y empieza de nuevo cada vez que sea necesario. De veras, no pasa nada. Sobre todo si no haces nada. Prueba otros sabores de helado. Otras cervezas, otras pastas de dientes. Arranca el coche un día, y no pares hasta que se acabe la gasolina. Empieza un grupo de rock. Toma clases de baile. Aprende italiano. Invéntate otro nombre. Usa una bicicleta. Perdona. Olvida. Deja ir. Decide quién es imprescindible. Mientras más grande eres más difícil es hacer amigos de verdad, y más necesitas quien sepa quién eres realmente sin que tengas que explicárselo. Esos son los amigos. Cuídalos y mantenlos cerca. Aprende que no vas a aprender nada. Pero no hay examen final en esta escuela. Ni calificaciones, ni graduación, ni reunión de exalumnos, gracias a Dios. Felices treinta, viejo. Bienvenido al resto de tu vida.”

 

 

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Le Petit Prince

julho 20, 2008

 

 

Já faz tempo eu conheci um principezinho que explora o mundo em busca de respostas, embora seja especialista em fazer perguntas. Um adulto que sabe resgatar em si o menino que foi – por isso seu olhar ainda é de menino – com a ilusão e com a irresponsabilidade que isso pode significar.

Já faz tempo eu conheci um principezinho que é bom em jogos, que é duro, que não desiste, mas que ao mesmo tempo abre mão, se desarma e chora, compartilha seus sentimentos com toda a intensidade possível em uma entrega. A sua sinceridade vem da espontaneidade, uma qualidade original e uma bonita maneira de ser. Talvez ele não seja puro apenas porque diz o que pensa, porque às vezes nem pensa antes de dizer, toda a sua pureza vem da forma como obedece ao seu coração. Sem medo das palavras e do envolvimento com elas, ele ó movido tão somente por sua vontade – penso que não ser assim seria racional demais e ele é todo emoção.

Já faz tempo eu conheci um principezinho que se apropria daquilo que lhe parece interessante, é um jeito egoísta, não tenho dúvida, mas ele tem esse dom, demarcar um lugar só seu na vida das pessoas (para a alegria dessas pessoas). Seu lugar na minha vida está garantido, porque ele chegou no momento da ingenuidade, no tempo em que não se tem medo de dizer “para sempre”, mesmo que para sempre seja muito tempo.

Já faz tempo eu conheci um principezinho que se tornou real, porque só a sua existência explica o fato dele ser tão encantador. E o seu riso está na minha memória como prova disso.

 

 

 

 

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

julho 16, 2008

Acabo de ler na folha online: “STJ concede liminar proibindo polícia de algemar Salvatore Cacciola”. Tem que algemar é o judiciário!

Sim, vou ridicularizar toda essa polêmica que se instalou no país novamente: o uso das algemas na hora da prisão de bandidos. A dúvida é a seguinte: usar ou não algemas ao dar voz de prisão aos bandidos de colarinho branco? Ora, todos estão de acordo com o uso de algemas se o bandido for pobre, não influente, traficante, pedófilo, ou seja, qualquer tipo, desde que não seja de colarinho branco. O pior de tudo é que ouço pessoas comuns, do dia-a-dia que pensam mesmo que está havendo uma espetacularização nos procedimentos dos policiais. Não entendo isso… uma pessoa como Daniel Dantas que é capaz de quebrar um país com seu articuloso golpe financeiro sendo protegido pela opinião de parte da sociedade, mas que inversão é essa? O que mais se pode esperar dessa sociedade que perdeu a noção ao defender esse tipo de direito?  Para esse tipo de bandido deveria ser obrigatório além do uso das algemas, o uso de cinta-liga… algo bem constrangedor na capa dos principais jornais do país, porque do jeito que vai o judiciário, talvez essa seja sua única punição.

Enfim, Juno!!!!!!

julho 14, 2008

Um filme redondinho. Trilha, roteiro, atuação, animação, tudo muito bonitinho. E chega de “inho”, porque o filme é grande!  A temática de gerar um filho e entregá-lo para adoção é um drama na origem, mas o enfoque em Juno é outro. Como o amor pode inesperadamente surpreender, como é mágica a relação em que os sentimentos se sobrepõem aos “jogos” e como é bonita a convicção que se tem aos 16 anos…

 

 

Muitas vezes eu acompanho as CPIs pela televisão. Não sei nem o porquê, talvez porque conheça os personagens principais mais de perto…

A questão é a seguinte, tudo é um grande circo, sem ofensas a essa bonita diversão popular. Mas a idéia aqui não é entrar no mérito da corrupção, impunidade e toda essa negativa brasilidade.

Falo apenas dos contrastes que percebo assistindo às CPIs pela televisão e nos intervalos, à propaganda eleitoral que se intensifica nesta época. Os nomes e as siglas são as mesmas, mas como são versáteis os atores. Em um canal estão sendo citados, indiciados em relatórios da polícia federal e inquiridos por outros excelentíssimos e, logo ali, no canal seguinte, falam de educação, de prioridades de governo, de mudanças, enfim, já que o assunto é diversão, também não vou entrar no mérito desse assunto chato. Só quero registrar que acho engraçado… e voltando ao circo, com o controle na mão, só me falta o nariz de palhaço.

 

 

 

 

my homework…

julho 11, 2008

I read in CNN.com an article that talked about tough times for the icon of British culture: the tradicional pub.

One of the reasons for that can be an indoor smoking ban at pubs or higher taxes and food prices, and maybe, cheaper alcohol sold at supermarket.

On the other hand, a new kind of customers started to come back to the pub, people who prefer a smoke free environment.

In the last year, more than 1,400 pubs close down in England. I don’t know how many were open, but the fact is that the number of pubs are decreasing.

I guess that is a shame! Peter Brown, the author of “Man Walks Into a Pub” said that If you took a guy from the 10th Century and brought him forward in time, the only things he would recognize in the world today are churches and pubs.

Bad times can be beginning to the British heritage. God save the Queen.

 

Lucifer’s house

julho 9, 2008

Para alguns, um lugarzinho no inferno está garantido.

Os que andam de guarda-chuva embaixo da marquise, os que conversam no cinema, os que falam demais de manhã cedo, os que têm opinião sobre tudo, enfim, motivos não faltam para superlotar a Casa de Lúcifer.

Sendo mais específica, tem um tipo que me irrita muito.

Vou explicar: todos sabemos que através da internet temos acesso a todos os tipos de texto, o que antes só tínhamos se buscássemos nos livros, revistas ou jornais. Então, com esse bombardeio, lemos muitos textos que recebemos por emails ou buscamos na rede. Até aí, tudo bem… Só que muita gente repassa esses textos como se fossem de autores mais conhecidos, comumente vêm assinados por Érico Veríssimo, Marta Medeiros e Arnaldo Jabor. Mas ainda não são esses repassadores que devem ir para o inferno…

Os maiores pecadores são os que pegam esses textos com autoria errada e colocam em seus orkuts ou blogs, ou seja, querem dar uma de inteligentes, mas não leram nada daquilo, não se identificaram com o que aquele autor pensava, pegaram na internet e estão lá, se apossando de uma idéia que não sabem de que mente brilhante saiu, aliás, não sabem nem se saiu de uma mente brilhante.

Tudo bem não gostar de ler, não se interessar por esse tipo de coisa, ninguém é obrigado, cada um é interessante a sua maneira. O que irrita é esse tipo comum, vazio, que quer aparecer. Que vão para o inferno! Ou melhor, que fiquem no limbo, que é exatamente onde estão agora.

 

 

Lei Seca. E dura!

julho 9, 2008

Todos falam disso no país. E quase todos têm o mesmo discurso: lei injusta com os que bebem apenas uma taça de vinho, lei suíça em solo tupiniquim, lei que estragou o happy hour das pessoas responsáveis, enfim, uma lei radical, severa demais para o acostumado povo brasileiro com os “meio-termos”.

Penso que todos esses argumentos são verdadeiros, a lei é dura demais. Mas sou a favor. Não se pode tratar com equilíbrio uma questão que já é limite. A violência no trânsito brasileiro precisa mesmo é de uma “lei marcial” e não de medidas justas que contemplem os diferentes comportamentos ao volante.

Por outro lado, só a lei não resolve, é preciso fiscalização e educação, temas complexos em nosso país. Eu torço para que a lei seja bem sucedida e estou considerando seriamente a possibilidade de que alguns amigos e familiares venham a fazer uma visitinha à cadeia (risos).

É triste, mas a falta de consciência no trânsito brasileiro é completa e muita gente se acha capaz de dirigir mesmo tendo bebido além do limite. E essas pessoas estão levando para lado de que foram proibidas de sair, o que é um absurdo, só o que não pode é beber e dirigir.

Ainda temos muitas alternativas… (uma morte estúpida e de graça no trânsito: isso sim representa o fim da linha!)

 

 

julho 6, 2008

eu sou uma guria de Lavras…