Quem me conhece sabe que não gosto muito de futebol e também não entendo do assunto, mas gosto do Grêmio e do quanto a sua torcida é passional.

Ontem meu time levou 4 a 1 do Inter no Beira Rio. Uma sacola, sem dúvida. O Colorado fez a festa! Mas, falando com um amigo que assistiu ao jogo em um bar – com muitos colorados e muitos gremistas – confirmei aquilo que já pensava. Enquanto o colorado dava um show em campo, a torcida tricolor dava um show no bar, e mesmo tomando 4 gols  só se ouvia o coro: eu sou do tricolor de Porto Alegre, eu tenho minha alma azul celeste, o Grêmio é um sentimento que se leva no coração, minha vida, por toda a vida, dale campeão, dale tricolor, dale  tricolor, dale tricolor, dale tricolor.

Inclusive, mais do que qualquer time, foi esse sentimento que se destacou na Libertadores do ano passado. Esse sentimento que andava alegrando muitos e assombrando tantos.

Pois é, o bonito da nossa torcida é que acreditamos mesmo quando é impossível, e só nós sabemos que quando entramos em campo somos muito mais do que onze guerreiros.

 

e ainda temos um hino profeta

e ainda temos Paulo Sant’Ana

 

 

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UFSM

setembro 24, 2008

Lembro que pensei o seguinte antes de tirar essa foto, “por que logo hoje às 8 da manhã e com chuva?” Mas a minha real preocupação naquele momento era que meus colegas, esses mesmos do poeminha abaixo, vissem essa cena.

 

Ontem a minha turma de faculdade fez um encontrinho, eram só umas quatro pessoas, mas sem comentários, fazer um encontrinho segunda-feira às 23h, fiquei furiosa porque eles decidiram de última hora, claro que não pude comparecer. Hoje, no nosso email de grupo só se fala disso, e a minha raiva deles só aumenta haha. Desgraçados, eu deveria estar lá!!!! Mas apesar de tudo o que beberam, eles lembraram de mim ou pelo menos do meu nome hahaha e me fizeram um poema, que lindo! Na verdade é a minha saudade de vocês que só aumenta.

 

Lá vai.. para Mariana.
“Tudo que você queria Mariana
Você não é Maria, você não é Ana
Esse nome é a mistura da cana.Tudo o que você podia
Tudo o que você queria.
Você é Mariana e tudo que você precisa é uma vida doidivana.

Meia Mari meia Ana
Mas sempre uma só
Somente Mariana”

 

 

🙂


Casa

setembro 20, 2008

 

Que eu leve a chama na alma

e todo o meu tempo pareça setembro,

para que eu seja farroupilha e primavera.

Que eu nunca me canse desta terra

e onde quer que eu esteja,

o meu norte seja sempre o Sul.

 

 

Presença

setembro 18, 2008

 

Ontem, em um encontrinho de amigas, ouvi: “Mari, escreve amanhã para mim no teu blog?” Sim, a minha amiga tinha urgência e tristeza. Quando cheguei em casa fiquei pensando o que poderia fazer para vê-la sorrir de novo. Ela estava aflita e com os olhos cheios de lágrimas, sofrendo por amor.

Em relação ao que sente, não posso fazer nada, só posso oferecer minha companhia e meus conselhos, não para serem seguidos – não são para isso que eles servem – mas para lembrar que existe alguém aqui que se importa.

Porque não adianta dizer que ela apostou demais a sua felicidade em outra pessoa, porque hoje ela nem acredita em outra forma de felicidade, não adianta dizer que em breve ela estará rindo disso tudo, porque hoje ela só chora, não adianta dizer que o tempo cura tudo, porque hoje ela pensa que o tempo é seu pior inimigo, não adianta dizer que o seu amor próprio é que deve ser incondicional, porque hoje, para ela, o amor tem um outro rosto, que não o dela.

Ainda assim, sabendo que não adianta, continuarei repetindo hoje, amanhã, depois de amanhã, e depois, e depois, até que não seja mais preciso.

Minha linda, algumas palavras para ti, só para lembrar que existe alguém aqui que se importa.

 

 

Ausência

setembro 15, 2008

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Capitão do mato,
Vinicius de Moraes.
Poeta e diplomata.

 

Vinicius, grazie, saravá!

setembro 15, 2008

Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados

Para chorar e fazer chorar

Para enterrar os nossos mortos –

Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado

Dedos para cavar a terra.

 

Assim será a nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer

Uma estrela a se apagar na treva

Um caminho entre dois túmulos –

Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.

 

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço

Um verso, talvez, de amor

Uma prece por quem se vai –

Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.

 

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre

Para a participação da poesia

Para ver a face da morte –

De repente nunca mais esperaremos…

Hoje a noite é jovem; da morte, apenas

Nascemos, imensamente.

 

 

 http://www.youtube.com/watch?v=2bTrQI1tlWk

No creo en brujas.

setembro 12, 2008

 

 

Cheiro de incenso me dá enjôo, primeiro porque tem cheiro de sabonete queimando, segundo porque é o símbolo de um misticismo que também me causa enjôo. Me irritam as pessoas que buscam em tudo o que está em volta – absolutamente em tudo e todos – as respostas que deveriam buscar dentro delas mesmas… me incomoda a idéia de que a culpa pelos fracassos humanos é de uma força cósmica e que o remédio para isso é pensar positivo, mentalizar e ler Paulo Coelho. Aliás, este último também me causa enjôo. Muitas vezes é mais fácil ter pensamentos positivos e fugir da realidade do que ter pensamentos críticos e enfrentar o que de fato nos incomoda, nos desestabiliza ou nos causa sofrimento.

Evidentemente que não sou contra ser otimista e ter bom astral, acho que isso só faz bem. Mas é impossível ter apenas pensamentos positivos! Assim seríamos bobos alegres e não humanos – sejamos críticos, o negativo também faz parte. Também não chamaria isso de “pensamento positivo”, o nome mais acertado talvez fosse “repetição positiva” (algo como repito, logo sou feliz).

Quem entra nesse jogo de que cores certas valem mais do que atitudes certas, realmente corre o risco de encontrar o “elixir da longevidade” e a “pedra filosofal”, ou qualquer outra coisa desse tipo, menos as respostas que realmente importam nessa vida.

Mas meu radicalismo não me deixa ficar quieta: como alguém se contenta em acreditar que o “segredo” está em repetir uma idéia mil vezes? Assim seria fácil até para um papagaio.

Uma vez, uma amigo me disse que a numerologia é algo como ondas de rádio, se não sintonizar nos números certos, não pega. Adorei a explicação e ficaria feliz em saber que meu nome tem uma boa combinação.

Por isso, acho que simbólica e culturalmente, tudo vale: usar figa, pé de coelho, trevo de quatro folhas,  ferradura, fazer promessas, contar sementes de uva, dar três pulinhos, só não dá para acreditar que isso nos protegerá.  Nossa inteligência e a maneira que a usamos, nossa garra, coragem, atitude, isso sim, é o nosso melhor amuleto.

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Tenho saudades dos trevos de quatro folhas da minha avó e acredito que eles eram poderosos,  não pela sorte que emanava deles, mas pelo amor que emanava dela.

 

 

 

Chuck’n’Berry

setembro 12, 2008

I watched the documentary Hail Hail Rock’n’Roll – organized by Keith Richards, to celebrate Chuck Berry’s 60th  birthday- and I liked it very much.

To tell you the truth, I’m not a Roll’n’Roll “fanatic” girl, I like some specific songs in this musical genre.

Some people consider that the king of rock is this black american guy, but his crown was given to Elvis Presley, a good, white and handsome guy, that was a great musician, but he wasn’t the creator of rock.

This mix of blues and country music with guitar solo talking about girls and cars got force with “Maybellene”, great success of 1955.

In this DVD, I thought the interview with Jerry Lee Lewis was awesome , it talked about what his mother had said: “Son, you and Elvis are pretty good but you are no Chuck Berry, he’s the king of rock! hahahaha I love Jerry Lee Lewis’s mum!

In the beginning of this documentary, John Lennon said that this beat called Rock’n’Roll could be called Chuck Berry, this is a summarize what the co-creators of rock think about this genius considered the founder of an american art form.