we will rock you

novembro 30, 2008

Sexta-feira fui ao show da Pitty. Show de rock, um pouco atordoante, mas bom. Tinha chegado tarde do trabalho e estava completamente de má vontade com a Pitty, com o público e com o Opinião… mas ela se saiu bem no palco, tem atitude a menina. Quanto às músicas, gostei também, apesar de não conhecer muito as letras.

Na verdade, nem sempre os shows de nossos artistas preferidos são os melhores, show tem muito a ver com performance e não apenas com a música… 

Mas não é que de repente ela cantou uma música do Chico Buarque? Deus lhe pague – o que me animou mais um pouco – a batida era pesada, mas a letra bastante familiar, gostei da versão rock.

novembro 29, 2008

affffffffffffff

novembro 28, 2008

Para organização sou “multipolar”. Explico, às vezes minhas coisas são super organizadas, outras vezes nem tanto e muitas vezes um verdadeiro caos. Comecei esse assunto quase como um desabafo, não agüento mais a minha bolsa, incluindo agenda e  carteira.

E aquele clichê de que em bolsa de mulher tem tudo não funciona comigo, porque na verdade, tudo o que eu preciso e procuro na bolsa, não tem. E se tem, eu não acho.

Mil papéis de contas pagas; lanche 1; lanche 2; remédios para dor de cabeça; números telefônicos anotados em papeizinhos; carteira de identidade (recentemente, pois havia perdido); cartão de crédito; cartõezinhos apenas de pessoas ou empresas para as quais eu jamais ligarei; celular, que só encontro se toca por causa da luzinha; alguns textos impressos; um livro; um garfo; uma faca; três porta moedas; óculos de grau e de sol e várias outras coisas sem a mínima utilidade mas que se eu jogar fora hoje, vou precisar certamente amanhã.

Por isso uso sempre a mesma bolsa, o transporte de tudo isso seria um trauma.

Detalhe: caneta não tem.

Claro que de vez em quando eu arrumo, mas não adianta, o “perfil” da bolsa continua o mesmo, apenas disponho as coisas com mais cuidado, por exemplo, o garfo passa a ficar junto com a faca e os papéis organizo com clips, mas ainda assim, permanece tudo lá, quase inalterado.

Outro detalhe importante nesse contexto, a agenda – coitada – foi abandonada desde o meio do ano com milhões de papéis dentro, ou seja, ela não cabe na bolsa, logo ela que é quase a razão de ser da bolsa. E também não adianta dar um jeito na bolsa sem dar um jeito na agenda e na carteira… affff, não tem solução!!!!

Tenho certeza de que se os seguranças e porteiros do meu trabalho lessem esse blog não teriam mais coragem de pedir o crachá, pois no momento que eu puxo o maldito de dentro da bolsa saem várias coisas ao mesmo tempo, com sorte nada comprometedor, mas isso só acontece às vezes, pois na maioria dos casos saio com o carregador de celular na mão ao invés do crachá.

A minha bolsa tem vários bolsinhos, que em tese servem para organizar melhor as coisas, separá-las, mas comigo acontece o seguinte, as coisas trocam de lugar umas com as outras, só pode ser, dificultando cada vez mais o acesso.

Não sei se é a proximidade do final do ano, mas sinto a necessidade de resolver isso, que parece simples para quem lê, mas quase impossível para mim.

A minha bolsa é irritante.

 

Recorte da realidade

novembro 25, 2008

Assisti ao filme Vicky Cristina Barcelona e uma palavra ficou na minha cabeça: incompletude.
Duas americanas que viajam dos Estados Unidos para Barcelona em busca de algo, uma delas é convicta em sua procura, mesmo sabendo apenas o que não quer, a outra que até então buscava material para a sua pesquisa, encontra algo mais, algo que nem sabia que estava faltando.
A que sabia o que não queria estava totalmente livre para todo tipo de vivência, para toda tentativa, pois tudo o que não está incluído em “não querer”, está permitido, ou seja,  o mais ou menos, o talvez, o quem sabe, o porque não, quase tudo vale nessa busca.
A que não procurava nada além de pesquisa, achou uma encruzilhada, e foi tudo tão avassalador nesse encontro que nem deu tempo de ela ter certeza do que queria, apenas seguiu para onde já estava indo.
Nesse contexto todo, se o final fosse diferente, talvez persistisse o sentimento de incompletude, acho que nem o happy end seria capaz de mudar a impressão que eu tive, para mim, uma fala do filme sintetiza esse sentimento “só existe romantismo no que não foi vivido”.
Mas, ao assistir ao novo filme de Woody Allen, mais que uma palavra, fiquei com uma idéia na cabeça: Barcelona. E talvez outra: Oviedo.

Ontem fomos escolher a roupa da posse. Minha amiga Cris vai morar no Rio, porque passou em um concurso lá. A roupa será perfeita, com toda a elegância que a ocasião merece, afinal, será empossada pelo Governador do Estado. (Não posso deixar de pensar na grande possibilidade de ela estar espirrando sem parar e quase caindo do salto.)

Enfim, ela tomará posse. E vai ser no Rio de Janeiro. Ela está muito feliz e fico feliz por ela, mas triste por mim, por nós, ela sabe disso porque não disfarço.

E por mais que a vida dela melhore muito – não tenho dúvidas que vai – em todos os sentidos, desejar o bem dela não é o suficiente para que eu não sinta tanto esse vazio.

Fico imaginando que os novos colegas pensarão no primeiro dia “é doida” e dirão em casa como eu disse um dia “minha nova colega de trabalho é doida” (e eles não mudarão de idéia até morrer). Se eles não pensarem isso, Mocoronga, volta para cá, eles não estão te vendo como és, eles não te merecem.

Ela tomará posse no Rio. Ela não sentará mais ao meu lado esquerdo todos os dias. Não vamos rir de hojeelaveioassim.blogspot.com todos os dias, não vamos rir de nós mesmas, nem temer o executivo todos os dias, não vamos reclamar do café, nem compartilhar o “traz pão” todos os dias… e assim eu poderia continuar porque os dias são longos, eles nos dão tempo de sobra, eles custam muito a passar no trabalho quando se tem a nossa energia, a nossa vontade de sair e de chegar ao mesmo tempo, a nossa inquietação, e principalmente, quando é possível ver o dia lindo lá fora, que é quase sempre azul da nossa janela. Vais sentir saudades desse céu azul.

Ela tomará posse no Rio. Não sei quem vai resolver meus problemas técnicos agora, nem quem vai achar tudo o que eu não consigo achar na internet, por outro lado, fico com medo das decisões fashionistas dela (sim, perto dela, o gurizinho aqui é uma mulherzinha).

É… as perdas serão diárias , os vazios profundos demais para deixar a brincadeira de lado e falar de todo o importante que perderemos com essa mudança. Permanecerei assim, com esse ar de brincadeira.

E seguirei com meus pequenos protestos, como por exemplo: não farei os convites para a festa de final de ano do trabalho, pode ser que eu nem vá à festa. Eu sei que é pouco, talvez grite em frente ao Piratini para a Governadora dar um jeito na falta que ela vai fazer, se der certo, publicarei sem reclamar a qualquer hora.

Ela tomará posse no Rio, como sempre quis. E o Rio tomará posse dela.

Mas ela merece toda essa vida maravilhosa no Rio. Ela merece a cidade que tem Jesus de braços abertos (e ele estará de frente para ela).

 

novembro 19, 2008

Eu queria Shakespeare no cais do porto. Eu queria demais. Como muitas vezes acontece na minha vida. Querer demais. O improvável. E já que as palavras me levam. O impossível. E já que continuam me levando. O imperdoável. 
Eu já tenho o cais, eu já tenho o porto. Mas eu queria Shakespeare. Eu queria mais.

novembro 19, 2008

Nesta edição da Feira do Livro em Porto Alegre, algo me chamou  a atenção: um menino de 10 anos apresentaria um texto de Shakespeare em um dos eventos que acontecem paralelamente à Feira. Fiquei empolgada até lembrar de um texto que circula na web e consta em milhares de orkuts, emails e blogs,  que começa assim: depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença de dar a mão e acorrentar uma alma(…) e assim vai  neste tom de auto-ajuda. (Esse texto que define muita gente no orkut é de uma escritora americana chamada Veronica Shoffstall.)
Mas ao mesmo tempo pensei não ser possível que em uma apresentação de um Evento Literário importante pudesse acontecer um equívoco dessa natureza e me pus a esperar o monólogo, que começou exatamente assim: depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença de dar a mão e acorrentar uma alma. Ai, morri! E mesmo assim, fiquei até o final prestando atenção nas pessoas – que amaram, ficaram emocionadas, muitas choraram e aplaudiram em pé.
Eu confesso que fiquei um pouco sem reação, prestei atenção no público e me senti no teatro do teatro haha.
Apesar da frustração do monólogo, do livro que não encontrei, do calor abafado, da quantidade de pessoas circulando e se batendo,  o passeio foi bom porque o cais do porto continua lindo. E a Feira do Livro me causa sempre esse otimismo.

Depois de algum tempo você aprende que deve confiar mais nos livros que lê e menos no Google.

 

Para Cachinhos Dourados

novembro 12, 2008

Fé  é uma palavra cheia de mistério, de subjetividade, de religiosidade até, mas acho que esse assunto também pode ser visto como algo lógico, como acreditar nas consequências de cada ato, por exemplo “se estudei, irei bem na prova”.
O tamanho que será a tua fé, filha, não sei, hoje ela é enorme, porque se confunde com a ingenuidade de toda criança com a tua idade.
Ter fé talvez seja acreditar com convicção na probabilidade de que algo aconteça, por isso é algo tão pessoal, acreditar cegamente sem nenhuma comprovação dependerá exclusivamente de ti.
Já a  tua fé nas pessoas, essa sim fará diferença na tua vida. Mas acreditar nas pessoas não significa pensar que elas farão tudo sempre certo, que elas agirão de forma perfeita e usarão o bom senso, pode ter a certeza que muitas vezes isso não acontecerá, muitas vezes elas serão cruéis, traidoras, injustas e irão te decepcionar. (pessoas = eu, tu, ele, nós, vós, eles).
Acreditar nelas pode ser acreditar que no fim das contas as boas ações, os bons sentimentos e a bondade prevalecem. É também acreditar nas boas intenções, apesar das más ações. Ter essa fé possivelmente te exija mais, não é fácil crer em algo que não é feito apenas de bondade e de perdão. Mas vale a pena! E saber que não somos feitos apenas de bondade e de perdão significa saber que somos feitos também de bondade e de perdão, é uma questão de fé, minha pequena.

across the universe

novembro 8, 2008