Qualquer nota

agosto 24, 2009

Enfim, quarta-feira, dia 26, será instalada a CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa. Tudo indica que a gota d’água para conseguir as assinaturas finais foi a coletiva que o Ministério Público Federal concedeu para falar da ação de improbidade administrativa envolvendo, entre outros, a governadora do estado, seu ex-marido, três deputados, entre outros do cenário político gaúcho.
Confesso que fiquei ansiosa para ler o documento de mais de mil páginas que trazia os áudios transcritos, mas que até então estava em segredo de justiça. Queria entender um pouco como funcionava o famoso esquema nas próprias palavras dos reus.
Antes mesmo da justiça suspender o sigilo, o documento vazou em um site jornalístico e eu pude ter o tão esperado acesso. Fui correndo, li até a madrugada e depois perdi o sono.
Comecei a leitura já pensando no que escreveria no blog, imaginei um texto à altura do que estava lendo.
Aqui estou eu, quase sem ter o que dizer… fiquei consternada com a ignorância, com a pobreza de espírito, com a desonestidade, com a submissão de um, com a arrogância de outro. Vi decadência naquelas páginas, li falta de princípios, entendi a repulsa. Fiquei com pena do ser humano…

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agosto 6, 2009

“Alta da temperatura anuncia chegada de temporal ao Estado.” Zero Hora

Para Cachinhos Dourados

agosto 3, 2009

Menina de rosa, sábado fomos ao Margs, claro que estava na dúvida de como seria o teu “comportamento”, mas foi tudo ótimo. Desde as explicações sobre não ultrapassar a faixa amarela, os avisos de não tirar fotos e nem atender o celular, até a exposição propriamente dita, gostaste “da aventura” que é uma tarde no museu.
Eu adorei tudo, minha mãe também, alguns dos maiores pintores estavam lá, pertinho dos olhos. Mas contigo, minha pequena, foi diversão prá valer, tua atenção não estava voltada para o século da obra, ou para o nome “Renoir”, nem para o movimento artístico, mas sim, para o que estavas vendo na tela, as cores, o movimento, o sentimento. Em “Rosa e Azul”, as famosas meninas, nos viste: eu de azul, tu de rosa – mãe e filha crianças em uma mesma época- e ficaste encantada com essa possibilidade. Também tiveste medo de um crocodilo e achaste algumas coisas malucas. Foi engraçado, pois a cada rio retratado eu ouvia “olha o Rio Sena, mamãe”.
Chegando em casa me perguntaste se pintoras também estavam no Margs, respondi que sim, mas pouco, por exemplo, Anita Malfatti. Foi o que bastou, com tinta, tela e entusiasmo pintaste um quadro para mandar diretamente para o Margs, o difícil agora, minha filha, será te convencer de que não dá, já que aprendeste sozinha que tudo é possível na arte.