improvável…

novembro 27, 2009



Toda nota. Todo sentimento.

novembro 5, 2009

Estou aqui para falar bem de Fernando em Pessoa.
Um lugar legal que fomos ontem para assistir a um sarau musical de Chico Buarque, na voz e talento de Fernando.
Ai ai, confesso que voltei na adolescência (não tenho 60 anos, mas meu gosto musical tem! Thank, God.)
Voltarei sempre…
Como estava no passado pode ser que a minha memória esteja me pregando um peça, mas tenho quase certeza de que vi um ceuzinho com estrelas piscando, um príncipe e todo sentimento..

O que será que será? Pretendo descobrir no último momento..

Morte.

novembro 4, 2009

Imaginem comigo. De repente em um determinado país as pessoas começam a parar de morrer. O tempo passa, acidentes acontecem, doenças se agravam, mas ninguém morre. Moribundos em seus leitos não se movem em direção à Ela (aqui neste devaneio a Morte é personagem, a principal). Ao lado dos quase mortos, os familiares revezam. Por um tempo, os amigos ficam por perto, mas eles também precisam cuidar de suas eternidades, por isso somem. Hospitais começam a encher, assim como a paciência dos que já estão cansados de se despedir.
Em âmbito governamental, cuidado redobrado nas fronteiras, uma força tarefa criada com pressa se depara com sérios problemas para conter a multidão que chega por terra, ar e água. Todos querem ver, e de preferência, viver a imortalidade.
Por outro lado, instituições começam a ser questionadas. A Igreja por exemplo, perde seu “conceito de campanha”: o medo humano da Morte. O Papa se reúne com Bispos e Arcebispos, “é necessário reavaliar, mudar de estratégia”. Padres e freiras temem por seus empregos, ou talvez, sua vocação. Os aspirantes, repentinamente, perdem essa vocação, Enfim, fala-se em concordata. Até mesmo o mármore da Basílica de São Pedro sente o drama.
E as funerárias? Só uma palavra: ferradíssimas!
O caos toma conta e, em uma mesa redonda, juntos, Igreja, Funerárias, Governo e muitas outras instituições procuram achar a solução: traçam metas, contratam os melhores do ramo. Pensadores e estrategistas para pensar, religiosos, já meio sem ter o que fazer, para rezar. Quem diria, amigos e desafetos se unem em torno do mesmo objetivo: fazer com que a Morte volte e coloque ordem na casa.

Este texto é uma mistura da minha imaginação com a ideia principal de um livro de Saramago chamado Intermitências da Morte.
Toda a ironia que eu admiro na obra de Saramago, neste livro, é estampada e grita. No final é inevitável pensar “e preciso morrer”.

Mas imaginem de novo.
Isso tudo habita o mundo da ficção, aqui, na vida real, é diferente. Existe um momento na vida da gente que respeitamos a Morte, existe um momento divisor de águas, existe um momento que tememos a Morte e a partir daí somos capazes de qualquer coisa para evitá-la. Esse momento chama-se nascimento de um filho. Meu Deus, é preciso viver.