Mix

maio 29, 2012

Ando muito sem paciência com a TV. Faz anos que não sei o que é a Globo, por exemplo. Há um tempo, gostava de uma novelinha do Manoel Carlos, agora não suporto nem William Bonner, pois me parece um ator de novela. Fico então com os seriados.
Meu preferido é House, que acabou. É uma pena, a minha TV está desfalcada. House chega ao final em tempo certo, porque se não fosse assim, perderia qualidade. Qualquer assunto no entretenimento se esgota e com House não seria diferente. O personagem principal, que é o próprio temperamento do médico, esteve em todos os lugares, principalmente os obscuros, extrapolou todas as formas, surpreendeu seus seguidores e os fez pensar.
Se, como ele, acreditássemos que as pessoas não mudam, acabaríamos perdendo a esperança. Mas, não tenho dúvida que há verdade na verdade de House – só que para ele é absoluta, já eu não sei essa medida, não sei o quanto isso é relativo. Não sei o quanto somos capazes de mudar.
O seriado Dexter, em um dos últimos episódios que assisti, sugere que todo ser humano crê em algo maior que si mesmo, o que simplifica a questão, todos têm fé, todos estão enquadrados em um padrão bem aceito pela sociedade. “não acredito em Deus, mas acredito na força da natureza ou em meu pai ou minha mãe”.
Para os nerds do The Big Bang Theory só existe o que pode ser comprovado cientificamente. Com precisão e muito humor, Sheldon diz “´temos que nos alimentar, expelir detritos e prevenir que nossas células morram. Todo o resto é puramente opcional”.
..
Bom, comportamento humano, fé, ciência são recorrentes nos seriados em questão, apreciados por mim.
De uma maneira geral, quem não muda é quem não quer sair da zona de conforto (como diria Sheldon, por uma razão assim é chamada). Acho que nos falta um pouco de coragem para encarar a parte ruim de uma escolha. Somos cheios de desculpas: não temos tempo, não temos dinheiro, não temos disposição, ou temos frio, fome, cansaço. Ou então, merecemos “matar” a academia, comer porcaria, não estudar. Ora, temos objetivos e, para alcançá-los, precisamos de uma mudança, porém, nos sobra criatividade para desviar.
Costurando os assuntos, digo que também tenho uma fé: acredito em quem encara. Quem começa e termina. Quem encara uma dieta, um livro difícil, uma nova língua, uma doença – a esses me curvo. Respeito quem leva a vida assim, não se desculpando, e principalmente, não reclamando do enfrentamento. Admiro quem vive no trilho e não por isso é desinteressante.
Tenho fases de palavras, e como todo brasileiro, também gosto de saudade. Mas a  de hoje e de algum tempo é coragem. Ela é bonita demais quando o seu significado provoca alguma mudança.

O banquinho – parte I

maio 28, 2012

Escrevo enquanto tomo um chá de telefone do Banrisul. Há quase um mês comecei uma batalhinha com o banco. “Inha” pois não vou gastar palavras e forças com esse banquinho.
Desde 2009 estou pagando um seguro de vida com débito em conta e não sabia. Por acaso alguém “compra” um  seguro de vida e não sabe? Será que não tenho um apartamento por aí? Uma viagem para as Ilhas Gregas? E não sei.
O histórico é o seguinte: em 2009 fiz um empréstimo pessoal e desde então, coincidentemente, vem sendo descontado mensalmente o tal seguro de vida. Não percebi, pois o valor é baixo. Já pedi o contrato que fica guardado em arquivo, mas ainda não foi localizado. Um verdadeiro absurdo. Não sei nem se assinei, e se assinei, foi sem saber, juntamente com a papelada do empréstimo. Também não sei em qual dispositivo legal enquadrar, tampouco importa, chamo isso de estelionato. Exagero? Não acho. Isso tudo me causa um estresse muito grande, fico descontrolada no telefone, me dispara o coração. Se eu enfartar, já sabem.

Gente chata!

maio 23, 2012

Há um tempo, escrevi sobre a Reserva Legal. Na época eu estava mais bem informada sobre a tramitação no legislativo, assistia a palestras e discutia o assunto. Quero me interar novamente para não dizer bobagens. (vou estudar!)

Hoje me adianto em um ponto. Li na Zero Hora que artistas se engajaram no VetaDilma. Artistas que não sabem o que dizem, que usam uma bata hippie chic Givenchy e pronto, entram em contato com a natureza. Artistas que enchem a boca para dizer que são vegetarianos, veganos, intolerantes à lactose, ou que não comem glúten. Aliás, a moda agora é não comer algo por auto-proibição, não por recomendação médica. Não sou contra a proteção do planeta, evidente, apoio a minha filha no “save the rainforest”, cresci onde há abundância de verde, de água limpa, de ar puro, de tudo isso que a classe pseudo-artistica-global usa para fazer marketing pessoal.

Gente chata, gente fraca! Quem vai plantar os seus grãos? A soja, o arroz, o feijão, o milho, o trigo? Quem vai colher? Quem vai beneficiar? Enquanto vocês se deitam na areia, quem vai se dedicar à terra?

Para Cachinhos Dourados.

maio 23, 2012

Entre fotos, vídeos e posts da Rafa, ando me distraindo da proposta inicial de voltar a escrever. Não que eu esteja sem assunto! haha ando bem falante!

O último post me fez lembrar de algo. Costumo dizer para a Rafaela que ela “veio” do jeito que eu a encomendei, exatamente igual ao meu sonho. Vou contar agora sobre esse sonho.

Queria que ela viesse com um bocão e um sorriso imenso. Um sorriso nosso. Ela veio assim. Deveria ter também um narizinho molinho, um focinho perfeito. Ela veio assim. Os olhos bem redondos de jabuticaba, bem escuros, atentos e doces. Ela veio assim. Os cabelos (inegociável!)  deveriam ser cor de mel, que se enrolassem nas pontas. Bingo! O corpinho magricelinho, mas com as pernas fortes. A cor da pele, as covinhas na buchecha. Deu tudo certo.

Falo isso sempre e ela sempre ri. Olho para o que de fato ela é e digo que assim a encomendei. Porém, ela veio com um grave defeito. A pinta logo acima da boca está do lado errado, pedi no lado esquerdo e veio no direito. Digo que vou devolver e ela finge que acredita. E se dobra de rir. E a voz no telefone? Mal sabe ela que me ganharia todas se me ligasse para pedir. Posso ir na Gigi amanhã? Posso não tomar banho? Quero sair do kumon. Preciso de  um irmão gêmeo. Sim, sim, sim. Se me pedisse por telefone, nada eu negaria.  Querida da mammy, não faça isso, não me ligue, eu tenho a responsabilidade da tua educação. A mão gordinha é um sinal de que ela ainda é um bebê, nós duas sabemos e concordamos com o fato. Ufa! A realidade de tudo isso é que ela é mais do que eu poderia sonhar. Ela tem um bom coração, é inteligente, amiga dos amigos, ela é mais que demais. 

Ela exige toda a atenção do mundo, quase o tempo todo, ela chora quando está com sono, ela não desiste de insistir quando quer fazer alguma coisa, ela espalhas as coisas, ela tenta decidir sobre o banho e sobre os temas. Ela exige contar e ouvir histórias. Ela, Rafa-ela, me enlouquece de cansaço e felicidade.

 

ImagemImagem

Não sei o que é o tempo. Não sei qual a verdadeira medida que ele tem, se tem alguma. A do relógio sei que é falsa: divide o tempo espacialmente, por fora. A das emoções sei também que é falsa: divide, não o tempo, mas a sensação dele. A dos sonhos é errada; neles roçamos o tempo, uma vez prolongadamente, outra vez depressa, e o que vivemos é apressado ou lento conforme qualquer coisa do decorrer cuja natureza ignoro. Julgo, às vezes, que tudo é falso, e que o tempo não é mais do que uma moldura para enquadrar o que lhe é estranho. Na recordação, que tenho da minha vida passada, os tempos estão dispostos em níveis e planos absurdos, sendo eu mais jovem em certo episódio dos quinze anos solenes que em outro da infância sentada entre brinquedos.

Fernando Pessoa – B. S.

Ingredientes:

– queijo brie (estando em Porto Alegre, vá até o Mercado Público.)

– figada (estando em Lavras, vá até a despensa)

– vinho tinto (a gosto)

Modo de Preparo.

Abra o vinho e comece a se divertir na cozinha, pois lá na sala todos já estarão bebendo.

Corte o queijo em triângulos, como quem corta fatias de um bolo redondo.

Corte o queijo ao meio, como quem recheia um bolo, sem cortar até o fim. (vai ficar uma boca de jacaré aberta)

Recheie com figada, não muita, lembre-se que é uma entrada e não uma sobremesa. Leve ao forno até começar o movimento de derreter.

Junte-se aos outros na sala e espere pelos elogios. Até aqui eu garanto.

Obs.: Liguei para a minha irmã e ela deu up na receita, lá vai: faça um vinagrete francês com aceto balsâmico, azeite de oliva e mostarda dijon, (e mel se não for utilizar a figada), coloque baby rúculas dentro da mistura e depois derrame tudo por cima dos queijos recheados, não use o forno e sim um maçarico. E eu achei que estava arrasando!!!! Sobre as medidas, bom, quem sabe cozinhar com maçarico, deve saber as proporções. Vou tentar.

My best friend is  Gigi. I like her because she never said someting bad about me or did someting bad to me. She will be my best friend for ever, even if i go to another school she will still be my best friend forever. We play sister and friends. I like to play A LOT!! with  Gigi because we have fun together. Sometimes we do funny faces together and we are silly together, Gigi lafs a lot wifh me. I love staing and plaing with her, she is a good friend.

Rafa D.

Imagem

 

Blog para compartir

maio 17, 2012

Hoje cheguei em casa e contei ao bebê que tinha voltado a escrever no blog, ela pediu o computador -que quase nem é mais meu, e escreveu sobre rainforest no editor, disse que eu poderia colocar no blog, mas com uma condição, ela escolheria uma foto no google imagens (inclusive devo estar cometendo algum crime de direito autoral). Pois bem, o texto abaixo ela escreveu, consegui corrigir alguma coisa de pontuação e algumas palavrinhas, quanto ao resto ela afirmou categoricamente “pra quê arrumar, todo mundo consegue entender assim”.  

Mr. Russell, I need to talk with you.. hahaha