Para Cachinhos Dourados

julho 30, 2012

 

– Mamãe, tu vai “apostar” isso no blog? – Vou. E foi assim que terminou o nosso assunto.

Ontem, estávamos passeando no shopping e eu te perguntei: filhinha, porque tu olhas tanto para as pessoas e presta tanta atenção no que estão fazendo ou falando?

Ora, mamãe, porque é um mini filme em 3D!

Hahahahahaha bom, na idade certa, te aconselho Woody Allen. Aposto que vais gostar muito!

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Beijo Bandido

julho 23, 2012

Amanhã eu tenho um encontro com o Ney.

Carnage

julho 23, 2012

 

Ontem assisti a um filme ótimo na Casa do seu Mário (Quintana). Deus da Carnificina, de Roman Polanski, adaptação da peça homônima Le Dieu du Carnage.

Dois casais se encontram na casa de um deles para conversar sobre o desentendimento dos filhos, fato aparentemente superficial, não fossem as revelações que começam a surgir na medida que surgem os assuntos. E uma comédia cheia de ironias e a hipocrisia é o núcleo central.

O filme é um cair de máscaras constante, uma análise do politicamente correto, do socialmente recomendável. No início é civilização pura, passando por ironias e pequenas farpas até que o whisky entra em ação e daí vira um salve-se quem puder. E interessante constatar que a nossa civilidade vai até a página 2.

“Ah, meus amigos, não vos deixeis morrer assim… O ano que passou levou tantos de vós e agora os que restam se puseram mais tristes; deixam-se, por vezes, pensativos, os olhos perdidos em ontem, lembrando os ingratos, os ecos de sua passagem; lembrando que irão morrer também e cometer a mesma ingratidão.
Ide ver vossos clínicos, vossos analistas, vossos macumbeiros, e tomai sol, tomai vento, tomai tento, amigos meus! – porque a Velha andou solta este último Bissexto e daqui a quatro anos sobrevirá mais um no Tempo e alguns dentre vós – eu próprio, quem sabe? – de tanto pensar na Última Viagem já estarão preparando os biscoitos para ela.
Eu me havia prometido não entrar este ano em curso – quando se comemora o 19640 aniversário de um judeu que acreditava na Igualdade e na justiça – de humor macabro ou ânimo pessimista. Anda tão coriácea esta República, tão difícil a vida, tão caros os gêneros, tão barato o amor que – pombas! – não há de ser a mim que hão de chamar ave de agouro. Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha (filha) em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente – e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer.”

Para Roma com amor.

julho 4, 2012

Quando se trata de Woody Allen todos querem dar uma opinião, até porque o público dele é muito grande. Vou dar a minha também. Gostei bastante do seu último  filme Para Roma com amor, não cheguei a amar porque não chego a amar comédias românticas. Porém, comparando ao Meia noite em Paris, gostei muito mais do “Roma”. Achei o “Paris” pretensioso, achei o “Roma” simpático, na mesma medida em que são os parisienses e romanos. Penso que aí esteja a genialidade do Woody Allen.

No filme, quase todas as abordagens são exageradas, os estereótipos são levados ao impossível, o que leva à graça Ele prestou uma bela homenagem à Roma, aos italianos, pelas próprias características de suas pessoas.

Assistir ao  “Paris” dá vontade de passear pela cidade iluminada, da vontade de subir a Montmartre, passear, passear. Assistir ao “Roma” dá vontade de viver um pouco da vida em Roma. Confesso que quase escutei “prossima fermata: lepanto”