Na estrada

setembro 4, 2012

 

Ao estilo “vem que tem, vem que dá”, Na estrada, filme de Walter Salles, do livro homônimo de Jack Kerouac, me agradou – como diria a Rafaela: gostei, mas não amei. Elenco, trilha e fotografia incríveis. O grito de liberdade e ao mesmo tempo, o tom poético, transitam entre a inocência e a rebeldia. A estrada, metaforicamente significando a mudança, a entrada na vida adulta, a transição no pós guerra americano – invariavelmente leva a algum lugar. E onde cada um quer chegar ou a total falta de objetivo é absorvido junto com a fumaça constante no filme. A cabeça lisérgica dos jovens de 16 e 18 anos acelera ao som do jazz e das danças agitadas e descompassadas.

O triângulo vivido por Sal, Dean e Maryloo, coloca no mesmo carro, na mesma estrada três jovens com propósitos diferentes. Maryloo, a menos inconsequente, embora viva intensamente toda aquela loucura, sairia dali a qualquer hora. Sal Paradise busca a grande inspiração, a grande vivência, a energia que precisa para o seu livro acontecer. Dean Moriarty, que parece já ter nascido na estrada, um jovem transgressor que atrai tudo que se move, sem objetivo que perdure ao instante seguinte, não conhece limite algum, para ele, a estrada não termina.

Enfim, Walter Salles acertou a mão quando redesenhou a história, saí de lá com a ideia de que ele tinha feito as escolhas certas. Mas, pelo jeito, muitos leitores de On the road acharam o filme fraco, eu como não li, não fiquei com essa sensação. A ignorância me beneficiou.

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