O Melhôr

março 26, 2013

https://abascal.wordpress.com/2012/10/01/o-millor-que-faz-falta/

Comprei um livro de aniversário (em 2012) para o Fábio Goes, meu amigo relativamente novo: de milênios, milênios e milênios. Um livro do Millôr! O gênio Millôr! Mas o assunto não é o Fábio, nem o Millôr. E sim, como eu me sinto quando leio alguns textos do nosso intelectual: triste. De tão verdadeiras as suas palavras, revestidas do melhor humor que se possa expressar.

(o livro eu não dei para o Fábio!)

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Para Cachinhos Dourados

março 26, 2013

Pequena leitora, Rafaela, há quase seis meses fizemos um trato (eu, inclusive, registrei isso aqui no blog). A cada livro finalizado da série Diary of Wimpy Kid, ganharias um presente a tua escolha.
Bom, ontem à noite acabaste o 6º livro, acho que são 7 no total. Média de 1 por mês, fora as leituras da escola e outros títulos em português. Ótimo! Não me canso de elogiar, não me canso de ficar feliz. Ontem, de longe, fiquei ouvindo a tua desenvoltura na leitura, a tua capacidade de assimilar as entrelinhas do humor, a graça do teu risinho pronta para dormir, de camisola, de banho tomado e com o cabelo seco, logo após ter tomado uma sopinha feita pela Dada e o remédio para alergia. Um risinho só teu, às vezes alto, gargalhando, às vezes baixo, mas que irrompe o silêncio de uma televisão desligada, que ilumina a minha noite (que já está a meia luz às 20h). Esse risinho é música, não, não tem acordes, é poesia imaginada, silenciosa. E eu, após um dia de trabalho, uma hora de academia, um instante de arco-íris pinçando Porto Alegre, estava ali, aproveitando essa felicidade simples tão retratada nos discursos, mas tão deixada de lado na correria da vida.
E o prêmio escolhido por ti foi “o colar de melhores amigas”. Minha filha, quase de cabelos lisos, está crescendo, meu eterno bebê de cachinhos dourados, divide um coração e oferece a uma amiga, divide seus sonhos, seus segredos de menina de 8 anos, sua ingenuidade, seu Coelhinho da Páscoa, sua Fada do Dente, meudeus, deixa eu aproveitar!, isso dura pouco, só o tempo daquela ilusão, daquele arco-íris, pois afinal, já estás avançando na leitura, nas séries escolares, na altura, enfim, logo, logo, terás a certeza de que teus brinquedos nunca ganharão vida. É a vida!

(texto escrito semana passada)

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