Reforma!

junho 20, 2013

A aparente falta de foco nas manifestações acabam por demonstrar um foco: é o basta! É o chega de tudo isso causado pela  má administração de dinheiro público! Já era hora. Acordamos tarde como nação. Agora, é importante dizer que esse grito em coro é apenas um desejo coletivo, uma vontade de que alguma coisa melhore nesse país. Conceitualmente estamos bem. O segundo passo é a necessidade de um planejamento para colocar em prática nosso desejo de mudança.

O que importa para os políticos? A eleição/reeleição. Bom, é translúcido que o sistema eleitoral vigente não nos possibilita ter a legitimidade do nosso poder de controle e fiscalização. Está comprovado: precisamos de uma reforma eleitoral.

Apenas um exemplo: o voto distrital misto, como na Alemanha: metade das cadeiras do Estado é dividida em distritos eleitorais, e os deputados são eleitos pelo voto majoritário e, a outra metade, ocupada pelo voto proporcional, em lista fechada.  Sendo ou não o mais adequado para a realidade brasileira, esse modelo aproxima o eleitor do seu eleito. Se queremos fiscalizar, parece-me um bom começo.

Qualquer reforma dessa natureza só se dará por pressão e tensionamento. Qual congressista se arriscará a votar em alguma alteração no sistema que o elegeu? Pois, então: nossa panela está fervendo de tanta pressão. Podemos exigir essa reforma sob pena de acabar com qualquer eleição! Pois temos ou não o poder do voto? O que seriam as eleições sem o nosso voto? Temos hoje alguma de nossa força?
Ou abrimos a tampa dessa panela embaixo da torneira e vamos deixando entrar água fria, para esfriar nossos ânimos, inundar nossas gargantas e lavar as nossas ruas.